Singapura & Indonesia

Como já vem sendo hábito, podem ver as fotografias aqui. Para quem tem paciencia, é continuar a ler para saber como foi a nossa viagem.A caminho da Indonésia fizemos uma pausa de 10 horas em Singapura, onde aproveitámos para reencontrar família e ver as vistas. Saímos de Londres com neve e, umas horas depois, estávamos a aterrar em mais de 30 graus e qualquer coisa como 80% de humidade. Foi um choque um bocado grande mas ainda assim deu para ver que Singapura parece saída da TV. Um sítio limpo e organizado, onde toda a gente sorri. Um pouco plastificado demais se compararmos com a confusao típica de outros países Asiáticos que já visitei, especialmente porque a maioria dos edifícios tem menos de 20 anos.

De Singapura seguimos para Bali, onde alugámos uma casa para os primeiros dias e daí fomos explorar o interior de Bali, visitar templos e comer pato fumado (o prato tradicional). Os edifícios tradicionais de Bali sao extremamente interessantes e tenho pena de nao ter podido visitar um dos pátios tradicionais. Mas a verdade é que sem conhecer os moradores, tem-se a sensacao de estar a entrar em propriedade privada. Os templos hindus de Bali sao uma mistura de pátio Chines, ornamento Indiano e pintura Tailandesa.  Pelo que percebi, era época de um festival e todas as ruas estavam decoradas e muitos templos estavam em festa.  Terminámos o dia num templo em cima duma falésia onde um macaco quase atacou o Sun por uma macaroca de milho assada na brasa.

De Bali seguimos para Flores e passámos os dias seguintes em Kanawa, uma pequena ilha rodeada de corais com 20 cabanas na praia. A ilha nao tem água fresca nem agricultura, portanto tudo é trazido de barco diariamente e só há electricidade 3 horas por dia, o que implica um certo racionamento e bom senso.  Com tudo isto, acabámos por ter um horário de galinha e muitas sestas depois de almoco, quebradas apenas pelo passarito que insistia em cantar mesmo ao lado da minha cabeca.

Com os corais e águas transparentes, snorkel (quem souber a palavra portuguesa é favor dizer) é a actividade mais provável. Apesar da ideia ser boa e de me dizerem que já tinha visto o Nemo, eu nao gostei nada da experiencia de ouvir a minha respiracao debaixo de água.

Na manha seguinte fomos até aos mangues, onde nos disseram que havia tubaroes bebé. Eu vi logo dos tipos de alforreca diferente e decidi ficar a apanhar sol. No entanto, quando decidi ir dar um mergulho rápido nem queria acreditar. Ali mesmo ao pé de mim estava um tubarao com pouco mais de meio metro. Fui a correr buscar a máscara para tentar ver melhor mas quando voltei ele tinha desaparecido. Decidi entao juntar-me ‘a familia nos mangues onde estavam 10 tubaroes de pontas negras bebé em água que me dava pelas canelas. Foi fantástico ver aqueles tubaroes todos, e compensou as picadas de alforrecas com que todos viemos para casa.

Fomos depois passar um dia de barco, com a primeira paragem em Rinca para ver os dragoes de Komodo que habitam a ilha. Ainda estávamos no barco quando doi guardas florestais se aproximaram e apresentaram como os nossos acompanhantes na ilha.  Descobrimos que umas semanas antes um guarda tinha sido atacado e que poderiamos apenas fazer o circuito mais pequeno. Comecámos entao a nossa caminhada de uma hora ao pé da cozinha do parque onde nos deparámos imediatamente com 5 dragoes adultos. Pelo que nos explicaram, os dragoes cheiram a comida e aproximam-se na esperanca de ser alimentados. Apesar de nunca ninguém lhes dar comida eles veem sempre, especialmente quando o prato do dia é peixe ou carne (parece que nao sao dados aos vegetais).  Os dragoes sao assustadores, especialmente quando se ve um a caminhar na nossa direccao com cara de poucos amigos  e só depois percebemos que ele estava a tentar afastar outro dragao. Durante a caminhada no parque vimos apenas mais um búfalo e um dragao jovem, escondido debaixo de uma árvore ‘a espera de presa. ‘A saída encontrei uma Espanhola cheia de medo a perguntar se era seguro. “Sim, desde que nao te afastes dos guardas”, que mais lhe podia dizer? Ainda estou para saber se ela foi ou nao…

O resto do dia foi passado a fazer snorkel na ilha de Penga e no mar alto a ver mantas. Tendo em conta o meu desconforto com a máscara optei por ficar no barco onde vi as mantas a passar por baixo (a outra desculpa é que só havia 5 máscaras para 6 pessoas). Fiquei contente de saber que todos eles acabaram de maos dadas dentro de água tal era o medo.

Ao fim do dia fomos ver um grupo de morcegos a comecar o dia e, no regresso a Kanawa com uma lua cheia tao grande que nao se viam estrelas consegui ver os corais debaixo do barco. Isto apenas por uns segundos até ouvir um berro e o barco parar. Parece que o capitao se desorientou e estávamos em risco de perder o motor. Gracas a uma longa cana de bambu e o meu foco da loja da libra lá voltámos a Kanawa a tempo de jantar uma pizza (o gerente da ilha é italiano).

Ao fim de 3 dias de praia mudámos de ares para Ende, no interior de Flores, de onde partimos para uma viagem de carro de dois dias e milhoes de curvas com o Sandhy e a sua aparelhagem que ocupava a mala da carinha toda (os nossos sacos iam amarrados ao tejadilho).

A primeira paragem foi no vulcao de Kelimutu, que tem tres crateras com lagoas de cores diferentes. Conta a lenda que as almas dos mortos de flores vao para os lagos, e é por isso que eles mudam de cor. Quando lá fomos um lago era azul, outro turquesa e outro vermelho escuro.

O resto da viagem foi com paragens numa praias de areia vulcanica com pedras azuis, numa aldeia tradicional com casas de babmu e telhados de colmo,  um banho em águas termais e preparacoes para a Páscoa.

Conhecemos pessoas extremamente simpáticas que fumavam cigarros com especiarias e que ao nos conhecerem entoavam cancoes de filmes indianos ou mostravam o seu conhecimento de futebol portugues.

Quanto ao alojamento, foi sempre em sítios simples mas imaculados. Comemos panquecas de fruta e café forte ao pequeno almoco e Masakan Padang ao almoco e jantar. Ao longo da estrada faziamos pausas para comer Bakso e ao fim do dia um pouco de Arak acelarava o descanso.

Apesar de todas as viagens de barco e as curvas e contracurvas da viagem de carro consegui nao enjoar a viagem toda. Isto foi um recorde!

As usual, you can jump straight to the photos by clicking here. But if you want to know our adventures keep reading.On the way to Indonesia, we had a 10 hour stopover in Singapore, where we met some family and walked around for a bit. Leaving London with snow and waking up some hours later to 30 degrees and high humidity was quite a shock. Singapore seems like a place out of TV, where everyone seems happy and everything is clean and orderly. To me, it lacks the olfactory chaos of other Asian countries I had been to as well as history. As you walk around you see that most buildings are less than 20 years old…

We flew to Bali from Singapore where we rented a house for the first days. We spent a day exploring the interior of Bali – visiting temples and eating smoked duck, which is the local delicacy.

Bali buildings are extremely interesting and I would have loved to be able to visit the courtyards, but without knowing any locals, it would feel like trespassing. The temples – Hindu – have specific dress codes and rules for visitors. The temple styles are a mix of a Chinese courtyard, South Indian detailing and Thai painting. I understood from our driver that there was a local harvest festival underway with all the streets decorated and some temples had big ceremonies going on. We ended the day at a sea temple where a monkey almost assaulted Sun for the grilled corn he had just bought.

We flew to Flores from Bali and spent the next few days on Kanawa Island – a small island surrounded by coral reefs with 20-or-so beach huts where you can spend the night. Everything on this island is supplied by boat, from food and vegetables to fresh water, so the facilities you have are quite limited and 3 days without cell phone coverage actually felt pretty good. Given this and the warm weather, we naturally shifted our schedules to early sleep and early rise, with long naps in the afternoon only disturbed by a small but loud bird that insisted on visiting the hammock where I was resting.

So, what do you do on a place like this? Snorkel! It was my first experience with a transparent sea, where you can see everything. While the idea of seeing the aquatic life in the corals sounded good, I soon learned that being able to hear my breathing through the snorkel was quite scary. I had to go in and out of the water a few times and still wasn’t feeling comfortable (although everyone insisted that there were some really nice fish next to the pier and even “Nemo” was there).

The next morning we headed to the mangroves where we were told there were some baby sharks. I decided that getting some tan was better, especially after spotting two different types of jellyfish in the water, and just stayed on the beach. Some minutes later, and with them all gone behind the mangroves I decided to go for a quick dip and I could not believe my eyes. There, one foot away from me was a baby shark swimming! I ran back to grab the goggles but it was gone. I then joined the rest of the family in the mangroves where they found, in water less than a foot deep and hidden from predators, ten baby blacktip reef sharks. It was amazing and worth the painful jellyfish stings.

From Kanawa, we took a day trip to Rinca to see the Komodo dragons that inhabit the island. Still in the boat, we were greeted by two forest rangers who escorted us all the time. They explained that only the short walk path was open, as a few weeks before there had been an attack on a ranger and they had closed the other paths down. The short walk takes one hour and starts at the park kitchen, where we had the opportunity to meet five dragons at very close range. The dragons smell the food being cooked and hang around waiting to see if someone feeds them. Nobody does, but they keep coming. Funny thing is, if the chef is cooking veg food only two dragons come, but if the menu includes meat or fish more dragons approach. The dragons are quite a powerful animal and seeing one walking towards you is quite an experience (he was actually going to fight another dragon, but it looked like he was coming to get us). During the walk in the forest, we only spotted a big water buffalo and a junior dragon hiding under a tree, looking for prey. On the way out, a very scared Spanish lady asked me if it was safe. “Yes” I said, “but don’t run and stick to the rangers” I wonder if she dared going into the forest or if she froze at the kitchen.

We spent the rest of the day at another small island (Penga) for some coral reef snorkelling followed by swimming with Manta Rays. Given that I had freaked out a bit the days before, I decided not to go and remain on the boat (we also had only five masks for six of us, maybe I’ll use that version from now on). I did see some Mantas going under the boat as the sea is so transparent, and I confess I was happy to hear that the rest of the group all ended up holding hands due to general fear.

In the evening we went off to see some bats/flying foxes waking up and on the way back to Kanawa, after the sunset and only with a full moon as guide, I was looking at the sea bed when I heard a sudden shout. We were in too shallow waters on a reef and we almost lost our propeller. With a few bamboo pushes and my Poundland headtorch, the skipper managed to get us all back in time for a pizza dinner (the owner of Kanawa bungalows is Italian).

For a complete change in scenery, we headed to Ende, in the interior of Flores from where we started a 2-day-1000-curves journey westwards with Sandhy and his Play Boy vehicle equipped with a 2000W boom box. It was  not only a change in scenery but in climate, as due to altitude and vegetation the weather here was much cooler, and I even considered wearing a cardigan (the beds had summer duvets!)

Kelimutu is probably the most curious volcano I have ever seen, as it has three side-by-side craters with multi coloured lakes. The locals believe that the souls of the dead go to the lakes, and that is why they have different colours and change tone regularly. When we went, there was a blue, a turquoise and a deep red lake.

The drive back along the coast also took us through a beach where the stones are blue, a traditional village with thatched roofs and bamboo construction, hot springs and Easter celebrations. We met some extremely friendly people all along the way who enjoyed clove infused cigarettes, singing Bollywood theme songs and discussing Portuguese football celebrities.

We stayed in some of the cleanest accommodation I have ever stayed in. We had fruit pancakes and very strong local coffee for breakfast, Masakan Padang for lunch and dinner, Bakso on the roadside and a sip of Arak for a nightcap. Despite all the boat journeys and endless road curves, I managed the entire trip without even feeling nauseated. This is a definite record!

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3 thoughts on “Singapura & Indonesia

  1. Belas fotos. Singapura e tambem um local que tenho na minha lista de ferias. Tambem fiz o meu tipo de “snorkel” na nossa ultima viagem a Coral Bay, no norte de Western Australia.

  2. Nice! I went straight for the photos, but I did come back and read. 🙂 The temple shots and the island shots are amazing….some of those reminded me a bit of the island from the series, LOST. Beautiful. And what clear water! Very nice photos. And all the best with the “race for life”!

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