Lisfranc

Após o incidente escada acima pensei que tudo se estava a encaminhar para uma recuperacao a 100%. Apesar do médico ter avisado que seriam 6 semanas, a muleta servia mais para as outras pessoas nao me pisarem do que de apoio a andar. Ainda assim (com muita insistencia maternal) fui visitar um ortopedista, que me informou que eu precisava de ser operada com urgencia (!!!).

No inicio da semana lá fui alinhar o ligamento de lisfranc no pé esquerdo. Para garantir que a operacao seria ao pé certo o médico pegou num marcador e desenhou uma grande seta a apontar para o pé esquerdo, e la’ fui eu levar mais uma anestesia geral. Nao vou aqui discutir os pormenores mas fica a ideia que (ainda) doi que se farta, apito no detector de metais do aeroporto e em vez de 6 semanas terei provavelmente 6 meses pela frente para uma recuperacao total.

Agora o mais inesperado (quer dizer, mais inesperado ainda) foi no hospital.

Apesar de no folheto que me enviaram dizer que nao o garantiriam, esperava secretamente um quarto com vista para o rio. Infelizmente nem vista para o rio nem para a minha obra, mas sim uma janela com um vidro translucido para nao ver as obras de melhoramento que estavam a ser feitas no hospital. Ainda assim o quarto era impecavel, quase parecia um hotel nao fosse a cama articulada e a parafernália médica. Nao faltaram os chinelos de quarto, o robe, as miniaturas de produtos de toilette e um menu para escolher o jantar e o pequeno almoco. Nada mau!

Mas ainda nao é tudo. Estava eu a olhar para o menu a decidir que jantar quando entra o enfermeiro, que se apresenta em ingles com um nome portugues. E assim foi sendo, cada enfermeiro que me veio visitar era portugues. Eu ja’ sabia que havia por ca’ muito portugues, mas nunca pensei que fosse ao ponto de poder estar internada num hospital e falar portugues quase o tempo todo. Mais ainda que por coincidencia me tenham calhado 3dos 4 enfermeiros tugas que ali trabalham. Uns simpaticos todos. E claro que a conversa acabou por ser sobre tudo e mais alguma coisa, quase esquecendo que estava num hospital (tirando claro o facto de que estava numa cama, de pijama, com tubos ligados aos bracos e com um pé todo ligado).

E pronto, agora estou em casa, já sem a morfina mas ainda com muitos comprimidos para as dores, umas seringas para injeccoes diárias (eu, que odeio agulhas, porque?!?!) e uma montanha de apoios ortopedicos incluindo uma bota tipo astronauta. As ferias para a semana sao ainda uma incógnita mas praia e banhos de sol estao fora de questao por causa das infeccoes.

 

E os saltos dos sapatos só tinham 3 cm…

– – – – – – – – – –

Following the incident up the stairs I thought that everything was getting better. Although the doctor advised that the recovery would be 6 weeks, I’ve mainly used the crutch to avoid having other people stepping on me, rather than to carry my weight. Still (and due to motherly insistence) I went to visit an orthopaedic doctor, who informed me that I needed to have a surgery, as soon as possible (!!!).

So, early this week I went to the hospital to align the Lisfranc ligament on my left foot. To ensure that the operation would be on the correct foot, the doctor picked up a fat marker and drew a big bold arrow on my left leg. I’m not going to detail the procedures (I don’t really want to know them) but I can tell you that it still hurts, I’ll beep in the airport’s metal detector and rather than 6 weeks, I’m looking more at 6 months for a full recovery.

Now the most unexpected was in the hospital.

Although the brochure they sent me advised that they couldn’t guarantee it, I secretly expected a room with a river view. Unfortunately I had no view at all as the window had a translucent film to cover the on-going renovation works. Still, the room was great, almost like a hotel one but with an articulated bed and loads of medical instruments. They even provided the slippers, the robe, the mini toiletries and a menu to choose dinner and breakfast. Not bad!

But this is not all. I was choosing my dinner when the nurse came for a visit. He introduced himself in English but with a Portuguese name… And so did all the nurses that came into my room during the whole stay! I already knew there were loads of Portuguese around, but I never thought that there would be so many that I would end up speaking my mother tongue for the entire stay in a London hospital. What’s the chance of being assigned 3 of the 4 Portuguese nurses that work in that hospital? They were all really nice to me, and of course we ended up chit-chatting about everything and anything, almost forgetting that I was in a hospital (apart from the bed, the pyjamas, the pipes all over and the wrapped up foot).

Et voilà, now I’m at home without morphine but loads of pain killers, syringes for a daily injection (why needles, I hate them!!!) and several orthopaedic aids including an astronaut look alike shoe.  My holiday plans for next week are still unconfirmed but beach and sun bathing are a big no-no.

And the heels were only 1 inch high…

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2 thoughts on “Lisfranc

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